segunda-feira, 1 de abril de 2013

BRIDALPLASTY


O marasmo televisivo de Domingo à noite levou-me por “mares nunca dantes navegados”.

Enquanto aperfeiçoava a arte de fazer zapping, na esperança vã de chamar o sono com um qualquer programa de qualidade duvidosa, vi, num desses canais cujo nome não fixei, um amontoado de mulheres vestidas de noiva, o que desde logo me fez esbugalhar os olhos e refrear o meu polegar nervoso…

aqui falei do meu flanco lamechas, talvez a isso associada a minha adoração pelas tais vestimentas brancas (ou não) com ar de suspiro. Sim, é verdade, gosto, gosto, gosto, tanto…. que até retiro algum prazer em ver a emissão das Noivas de St.º António … só um bocadinho vá! É que isto deve ser uma doença, é que até os vestidos feios me prendem a atenção! Jesus!

Adiante…

Estava eu então em estado de alerta em frente à televisão, quando percebi que as moçoilas casadoiras estavam ali para concorrer a um reality show no qual o prémio final era “O” casamento de sonho, ao jeito de Hollywood e … espantem-se….uma (aliás várias) cirurgia plástica, dos pés à cabeça, para corrigir tudo o que a feliz contemplada desejasse!



Se havia casos em que a correcção era coisinha pouca que não justificava tal exposição, já outras, nem que nascessem de novo a coisa se comporia… sim porque as noivinhas não são as da imagem... naturalmente!

O primeiro desafio que às candidatas a maridas foi lançado, foi terminar um puzzle, no qual cada uma delas aparecia vestida de noiva, já devidamente “corrigida”! E as mais rápidas tinham direito a: txan, txan, txan….. Botox!!!!! Enfim, inenarrável!

Tenho-vos a dizer que durante aquela meia hora em que não consegui desviar o olhar da TV, tirei várias conclusões, das quais destaco duas:
A primeira é que a inveja entre as mulheres é uma coisa dura, crua, que não conhece limites e, infelizmente, muito real, e a segunda, que casei demasiado cedo… não tarda nada devem começar os castings para a TVI! 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bestas do Sul Selvagem

A miúda é muito fofa e gira e tudo e tudo e tudo.... mas o filme é um marasmo completo!

Recomendo a quem tiver insónias!



Ou então fui eu que não captei a mensagem... também pode ter acontecido!

O Dia da Mulher


Acho o dia da Mulher a coisinha mais deprimente da história da humanidade!

Andamos o tempo todo a pugnar pela igualdade e depois, quando chega este dia, “ai que somo seres especiais e temos direito a dia e queremos presentes e flores e vénias…” Enfim não há paciência!

Logo pela manhã a minha empregada disse-me que na terra dela, no dia da mulher, as mulheres não trabalham (devia querer folga!) e, as que trabalham, devem ser presenteadas pelos colegas machos....Falei nisto ao meu chefe mas ele não se convenceu... não percebi!
Além disso, os homens oferecem presentes às mulheres das suas vidas (mães, mulheres, filhas, irmãs), as quais são tratadas principescamente durante todo o dia… 

Bem, vistas as coisas desta forma… Eu sabia que havia uma razão qualquer para eu gostar tanto de cabelos louros. Certamente, noutra vida, fui ucraniana!  

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Providencial!


Ontem tive mais uma daquelas diligências de revoltar o estômago, não porque a situação não fosse séria, porque era, mas sobretudo pela representação da cena da "coitadinha, f... e mal paga"!!!

Como eu sou uma moça com uns fígados muito azedos, e tenho uma certa intolerância a injustiças, alem de uma paciência muito reduzida para telenovelas mexicanas, assim que pude, tentei, sem sucesso, acordar a bancada que já se vergava às lamúrias da histérica insana, que berrava para o Pai dos Filhos:"Mintiroso, és um mintiroso, não tens vergonha de vir mintir em tribunal? Prova, prova, tens que provar isso agora""pobre de mim que não tenho ninguém". 

Enfim, um horror, capaz de fazer chorar as pedras da calçada.

Eu ainda tentei, mas nada consegui contra aquele golpe de grande dramatismo e alma de estrela em decadência!

Mas consegui aquilo que quase sempre consigo (e que nem sempre me agrada): Consegui enfurecer a maluca!
Enquanto a Barbie leoparda (vison e malinha - tudo em brega, claro está) gritava comigo, com a voz embargada pelo choro, sempre fiel à personagem, eu fazia questão de a ignorar. A mulher não gostou!

À saída da sala de audiências reparei que ela aguardava...

Dirigi-me ao elevador e notei, pelo canto do olho, que a loura oxigenada se dirigia para mim. Estarreci e pensei: Era o que mais me faltava, mais uma cena de teatro e desta vez com participação especial - a minha.

Mas não, a mulher não queria conversar, queria entrar no elevador comigo!

Pensei novamente (coisa que faço pouco) para com os meus botões: Querida Pitanga (Eu), se tens amor a essa carinha laroca, ao teu cabelinho dourado e pago a peso de ouro, e os queres conservar em bom estado, oh mulher, tu foge, e foge depressa!

E pronto, lá fui eu pelas escadas, em passo apressado, enquanto a maluca me seguia novamente!

Entrei na secretaria geral e esperei que ela passasse!

De seguida, chamei o elevador e quando o dito abre as portas: Charaaaaaan: O namorado da demónia!

Pensei: Pronto, acabou-se, vou levar o maior enxerto de porrada da vidinha! Aqui se fica uma bela carreira!

Nisto, e porque eu sempre confiei que o meu Santo é forte e providencial, aquela porcaria de elevadores que levam uma eternidade e nunca funcionam quando mais se precisa, escancararam as duas portas na minha frente, assim me salvando da descida fatídica!

Afinal ainda vou andar por aí a irritar muita gente!



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aguenta-te...




Não me parece, de todo, que a grande questão se prenda com a idade, pelo menos com a idade de quem, de facto, tem que “aguentar”.

A dificuldade não é a passagem do tempo por si. Se é certo que as “patas de galinha” à volta dos olhos ou as mamas penduradas até aos joelhos não ajudam, não é isso, de todo, que arrasa as expectativas de quem, um dia, achou que estava no bom caminho.

Na verdade, parece-me que o difícil é aguentarmo-nos à rotina, à convivência, à diferença que necessariamente existe entre dois seres (que por muito unidos que sejam serão sempre dois). O difícil é saber viver na perspectiva da cedência, da tolerância, fazendo face à falta de descanso e dinheiro.

O difícil é aguentarmo-nos ao facto de, talvez, não sermos o centro do mundo!