quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Enóloga que Há em Mim!

Entro no corredor dos vinhos e procuro a "pomada" deste Natal, para ofertar aos mesmos do costume.  Ignorante que sou sobre o assunto, tenho 3 critérios:

- Preço moderado (como quem diz, nem barato de me fazer passar por miserável, nem caro que me transtorne o orçamento);
- Reserva;
- E um rótulo cheio de pinta!

A promotora de uma qualquer marca, certamente percepcionando a minha evidente inabilidade para o assunto, logo ali viu uma óptima oportunidade de me empandeirar uma qualquer zurrapa, mas eu, do alto do meu metro e meio, fazendo sobressair toda a minha autodeterminação, logo, simpática e educadamente, dispenso os préstimos da senhora.

Percorri o corredor de um lado ao outro sem conseguir decidir-me (isto tudo com o nariz muito empinado de quem percebe perfeitamente o que está a fazer).

Novamente a mulher abeira-se de mim e insiste em ajudar-me. Eu, já irrequieta por não conseguir escolher nada que reunisse os três critérios supra descritos, novamente rejeito a serventia da senhora (desta vez apenas educadamente…). A personagem afasta-se com ar de quem já não volta. Eu agradeço!

Depois de muito ponderar (oh se ponderei!!), lá me decido por 3 garrafinhas bem catitas, muito estilosas e de ar distinto!

Abandono o corredor dos vinhos com ar triunfante, enquanto puxo orgulhosamente o meu cesto. No fundo as 3 garrafinhas.

Enquanto me dirijo para a linha de caixas, avisto uma ilha com algumas garrafas. Decido parar para ver. Quando dou por mim, já a chaga da mulher está ao meu lado e, antes que tivesse oportunidade de abrir a boca, olhei-a de frente, com ar de quem a vai descompor se ela se atrever a dirigir-me a palavra… parece ter resultado!  

A tipa desvia-se e segue o seu caminho… não sem antes demorar o olhar para o interior do meu cesto. Pelo canto do olho, ainda lhe vislumbro um sorriso maldoso, como quem diz… boa merda que aí levas, ó cabra!

Porque nesta fase o meu orgulho e auto-estima não permitem qualquer hesitação, sigo para a caixa... 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Literalmente!

Na minha terra há uma expressão muito popularucha, de gosto e refinamento duvidosos, mas que retrata bem os meus últimos dias.

Se há coisa que não gosto de fazer é falar por meias palavras, deixar-me ficar em cima da corda sem tomar posição, manter as águas turvas e os espíritos curiosos, mas desta vez não tenho opção.

Por mais que me custe voltar as costas à transparência que me é própria, hoje, em benefício de um bem futuro maior (ou de um mal menor),calo-me.

Se a justiça, a divina e a dos Homens, se concretizar, como espero, voltaremos ao assunto.

Até lá, deixo-vos com a preciosidade regional que se faz sentir por esta alma:

Há dias dum cabrão!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

E como não poderia deixar de ser....

Cá em casa a árvore de Natal faz-se a 8 de Dezembro, mas este ano o espírito natalício chegou com um dia de atraso... mas contou com um ajudante especial!



Reparem só, nem um saquinho da Zara Home...



Não Fosse o Vento...

Eu cá sou uma pessoa com algumas preocupações ao nível da imagem.

Sendo certo que nalgumas vertentes da minha figura (mais do que a auto-estima saudável me permite contar) já dei o caso por perdido, outras há em que não me permito a derrota.

A minha cabeleira indomável, que não raras vezes me assemelha a um aborígene africano (e, obviamente, não me refiro ao invejável tom bronzeado ou à maciez da pele) é luta sobre a qual me recuso a dar por vencida.

Vai daí, paga Pitanga!

Pois é, toda a santa semana, pelos menos duas vezes, lá vou eu iludir-me que a coisa tem remédio.


Hoje foi dia! Só não contei com o flatulência emanada dos céus que me colocou nesta linda figura:

Não sei o que é pior, isto ou o Sporting em 1.º no campeonato... mas pelo menos o Sporting há-de durar pouco!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Como Diz?!!!

No fim-de-semana, muito contragosto, arrastei-me até ao shopping.

Enquanto a minha Mãe e Irmã escolhiam umas coisas…. eu só olhava!

Às tantas a minha Mãe diz-me:
- Escolhe qualquer coisa, a Avó pediu-me que te comprasse alguma coisa para o natal e eu não sei o que precisas.

- Escolher o quê? Com este barrigão, nada me serve!

A moça da loja, olhando para o meu Filho de 27 meses que se entretia a descalçar os sapatos e a calçar tudo o que lhe coubesse nos pés, sai-se com esta preciosidade:
- Ah, deixe lá, sabe que a recuperação do parto leva o seu tempo!  

- Eu não estou gorda, só estou grávida (foi tudo quanto consegui dizer)!




Aos 4 meses de gravidez, mais precisamente 17 semanas, não é bonito ouvir estas coisas, não é não!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Essa Gente do Demónio!

Sr. do Talho: Olá, bom dia, então os homens ficaram a trabalhar?

Eu: Pois, cada um na sua arte.

Sr. do Talho: Ah, pois, é que habitualmente são sempre eles que vêm…

Eu: Pois…

Sr. do Talho: Então, e os senhores trabalham aqui na cidade, não?

Eu: Não, só vivemos cá!

Sr. do Talho: Ah… então e a Sr.ª trabalha no banco ou assim?

Eu: Não, sou advogada.

Sr. do Talho: Ui, credo (acompanhado de uma expressão que variou entre o                            medo e o nojo)!

Eu: Tenha calma, os advogados não fazem mal a ninguém, também tratamos       de coisas boas…!

Sr. do Talho: Sim, sim, quanto mais longe melhor!

Gosto desta proximidade que só o comércio local proporciona!
  

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Meus, Meus, Meus!!!!

Toda a vida adorei o Natal. Fui uma criança feliz, cheia de entusiasmo e perfeitamente deslumbrada com a magia da quadra.

A forma absolutamente extraordinária como os meus Pais faziam aparecer um monte de presentes por baixo da árvore de natal, à meia noite do dia de “sapatinho”-  e outros tantos, em cima do fogão (não tínhamos lareira e era ali a única chaminé da casa) - deixava-me extasiada!

Conforme os anos foram passando, fui tomando consciência que do Natal que eu conheci, onde não se falava do Pai Natal, mas antes se adorava o Menino Jesus, muito pouco resta.

Se é certo que já naquele tempo os presentes eram um elemento importante, sobretudo aos olhos de uma criança, também é certo que o Natal era muito mais que isso!

Hoje, o consumismo atroz que nos atropela, deixa-me anestesiada, mal disposta e muito, muito desejosa pela chegada do mês de Janeiro!

Não se confunda esta minha crescente aversão à quadra com qualquer má vontade no acto de dar e receber, sendo certo que ofertar é dos poucos prazeres (além dos sonhos fritos) que levo desta época.

O que verdadeiramente me incomoda é comprar presentes em barda, porque tem que ser, com tão boa vontade (porque, creiam-me, tenho-a) mas tão pouco tempo e dinheiro!!!

Ontem resolvi que não podia adiar mais a coisa e comecei as compras. Comecei pela Zara Home onde adquiri uns perfuminhos de menina, bem cheirosinhos.

Como a Fnac era ali logo ao lado, aproveitei e comprei mais uma série de coisas. Assim, num instantinho, consegui dar um avanço grande à minha lista de presentes, o que desde logo me deixou muitíssimo animada!

Entre sacos e livros e mala e jogos, lá me arrastei até à caixa, onde paguei tudo.
- Agora pode embrulhar os seus presentes ali, na mesa self-service (sorriso da praxe).
 - Ah, sim…. Que bom! Obrigada (sorriso estúpido estampado na cara visivelmente cansada).

Resultado:
Entre presentes, livros, jogos, malas, sacos, papéis e embrulhos… deixei lá ficar os perfuminhos!

Se a V/ Filha receber um perfume neste Natal, igual a este, lembrai-vos que posso ter sido eu a comprá-lo!




Caso tenham encontrado dois saquinhos da Zara Home na Fnac (do AlgarveShopping), e queiram muito devolve-los à dona e não saibam como fazer, aqui está a V/ oportunidade, SÃO MEUS!!!!