É oficial caro marido, somos uns dragões!
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Ela não desiste!
Eram, 21H22, o meu jovem Filho já dormia, eu acabara de arrumar a cozinha, dar de comer ao cão, empandeirar os brinquedos que proliferavam entre a sala e a cozinha e preparava-me para engolir alguma coisa, enquanto o meu corpo já gritava por descanso, quando o telefone toca.
- Pitanga, olá (nem desculpa lá o adiantado da hora, nem bom ano, nem coisa nenhuma... pelo menos também não me perguntou se eu ainda estava a trabalhar!). Olha, preciso falar contigo, mas como é que eu faço?!!!
- Como é que fazes?!! Vais ao escritório....!(entoação própria de quem fala com um atrasado mental em substituição do vulgo "Dahhhhaaaa").
- Ah, é que eu não sei onde isso fica....
- Não sabes?! Não te preocupes, eu explico!
- Ah, sabes o que era, é que preciso de blá, blá, blá....
Pronto, foi isto, basicamente, o costume!
Às vezes pergunto-me se a cor do meu cabelo me põe a jeito ou se, de facto, serei mesmo muito estúpida! A esta altura da minha vida já devia saber a resposta.... hum, isto não me deixa muito confortável!
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
O Melhor do Meu Dia!
Há cerca de duas semanas aderi a uma iniciativa denominada "o melhor do meu dia".
Basicamente, o que se pretende é que os blogs aderentes passem a exibir o símbolo alusivo e depois, cada blogger a seu jeito, partilhe o que de facto retirou de melhor na vivência diária.
Achei a ideia gira e sobretudo estimulante do ponto de vista que nos permite fazer uma retrospectiva do dia e encontrar sempre alguma coisa boa para partilhar... No fundo, por pior que seja, há-de haver uma vertente positiva em tudo o que vivemos, só que nem sempre nos damos ao trabalho de pensar sobre o assunto, de valorizar e, sobretudo, alegrar-mo-nos com isso.
Muito tropegamente, com todas as limitações de que padeço ao nível da utilização das novas tecnologias, lá consegui espetar o símbolo no blog.
O mais ridículo é que a coisa colou de tal forma que agora, sempre que se partilha um post deste pobre blog, é aquele símbolo que o acompanha, e não as mãozinhas do costume...
Já retirei o selo, já alterei meia dúzia de definições, e nada resolve! Portanto, se alguém souber como é que isto se soluciona, muito agradeço!
Para já, e apesar da irritação que esta minha inabilidade para a informática me provoca, tenho a relatar-vos o melhor do meu dia:
- Mãe, olha! (enquanto esfrega o carregador do iPad na cara).
- O que é isso? Que estás a fazer?
- Estou a fazer a "baba"! (leia-se barba).
Tanto que se poderia dizer!!!
Muito se poderia escrever sobre a
época de festas que passou, sobre o Natal em família, em paz, como deve ser e
tanto se deseja.
Sobre os excessos de doçaria que cometi (e que
irremediavelmente desculpei com a gravidez, enquanto apaziguava o sentimento de
culpa em função do sadio e desejável crescimento abdominal...).
Poder-se-ia falar também da histeria
social que se gerou em torno das recentes alterações ao código da estrada e que,
afortunada e tardiamente, obrigam a circulação pela esquerda nas rotundas – obrigada!!!
Podia ainda falar no casamento
maravilha onde passei o dia 31 de Dezembro e boa parte da madrugada de 1 de
Janeiro, onde os noivos surpreenderam pela positiva, ao inverter o protocolo socialmente
instituído (bolas, que se eu não me tivesse casado já, tinha dali retirado umas
ideias bem boas).
Podia também falar na
cabeleireira que descobri em Braga que, por € 7,50, me fez um penteado bem catita,
à prova de chuva e vento e que me permitiu comparecer na boda com ar arranjadinho.
Também podia falar na amigdalite
da minha esteticista que, às portas de me abalar dos Algarves, a impediram de me
tratar convenientemente …. o que culminou com uma linda canela despelada por
mau uso de uma gilete….mas que, por outro lado, me permitiu apurar a técnica da maquilhagem de disfarce... Mas isto é melhor não contar, que dá muito má imagem da
minha pessoa… ainda me surgia um convite para integrar a casa dos segredos…!
Podia falar da morte do Rei e dos
disparates de levarem o homem para um mausoléu como o Panteão Nacional, quando
o que lhe era devido era que o mantivessem em casa - no Estádio da Luz.
Podia falar dos comentários do
Dr. Mário Soares….Não, disso, realmente, não se pode falar, é mau demais!
PS: Ah, sim, e fui assaltada ... outra vez!
PS: Ah, sim, e fui assaltada ... outra vez!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Finíssima... A Minha O bag!!!
Directamente da capital do império para a província!
Ah pois é! A menina é fina, muito fina! E o marido sabe disso... sendo certo que teve uma ajuda preciosa do P.B. e do Fullspot Market Ericeira!!!
Obrigadinhas!!!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
A Enóloga que Há em Mim!
Entro no corredor dos vinhos e
procuro a "pomada" deste Natal, para ofertar aos mesmos do costume.
Ignorante que sou sobre o assunto, tenho 3 critérios:
- Preço moderado (como quem diz,
nem barato de me fazer passar por miserável, nem caro que me transtorne o
orçamento);
- Reserva;
- E um rótulo cheio de pinta!
A promotora de uma qualquer
marca, certamente percepcionando a minha evidente inabilidade para o assunto,
logo ali viu uma óptima oportunidade de me empandeirar uma qualquer zurrapa,
mas eu, do alto do meu metro e meio, fazendo sobressair toda a minha
autodeterminação, logo, simpática e educadamente, dispenso os préstimos da
senhora.
Percorri o corredor de um lado ao
outro sem conseguir decidir-me (isto tudo com o nariz muito empinado de quem
percebe perfeitamente o que está a fazer).
Novamente a mulher abeira-se de
mim e insiste em ajudar-me. Eu, já irrequieta por não conseguir escolher nada
que reunisse os três critérios supra descritos, novamente rejeito a serventia
da senhora (desta vez apenas educadamente…). A personagem afasta-se com ar de
quem já não volta. Eu agradeço!
Depois de muito ponderar (oh se
ponderei!!), lá me decido por 3 garrafinhas bem catitas, muito estilosas e de
ar distinto!
Abandono o corredor dos vinhos
com ar triunfante, enquanto puxo orgulhosamente o meu cesto. No fundo as 3
garrafinhas.
Enquanto me dirijo para a linha
de caixas, avisto uma ilha com algumas garrafas. Decido parar para ver. Quando
dou por mim, já a chaga da mulher está ao meu lado e, antes que tivesse
oportunidade de abrir a boca, olhei-a de frente, com ar de quem a vai descompor
se ela se atrever a dirigir-me a palavra… parece ter resultado!
A tipa desvia-se e segue o seu
caminho… não sem antes demorar o olhar para o interior do meu cesto. Pelo canto
do olho, ainda lhe vislumbro um sorriso maldoso, como quem diz… boa merda que aí levas, ó cabra!
Porque nesta fase o meu orgulho e
auto-estima não permitem qualquer hesitação, sigo para a caixa...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Literalmente!
Na minha terra há uma expressão
muito popularucha, de gosto e refinamento duvidosos, mas que retrata bem os meus
últimos dias.
Se há coisa que não gosto de
fazer é falar por meias palavras, deixar-me ficar em cima da corda sem tomar
posição, manter as águas turvas e os espíritos curiosos, mas desta vez não
tenho opção.
Por mais que me custe voltar as
costas à transparência que me é própria, hoje, em benefício de um bem futuro
maior (ou de um mal menor),calo-me.
Se a justiça, a divina e a dos Homens,
se concretizar, como espero, voltaremos ao assunto.
Até lá, deixo-vos com a preciosidade
regional que se faz sentir por esta alma:
Há dias dum cabrão!
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