domingo, 23 de março de 2014

É Assim Que se Começa!

O AP vive na missão de encher os bolsos, o mealheiro e a carteira (juro que este talento é absolutamente inato), pelo que não há moeda a que o piolho deite a mãe que, invariavelmente, não acabe num dos 3 destinos referidos.

Ontem, enquanto observava atentamente o Pai, que contava o conteúdo do seu próprio mealheiro, pediu-lhe uma moeda. O Pai fez-lhe a vontade e o rapaz rasgou um sorriso, enquanto se preparava para desandar.

O Pai, na mira da educação que tanto nos esforçamos para lhe incutir, chamou-o à atenção:
- Olha lá, então é assim? O que é que se diz!?
- Dá-me outra...!


Querido Filho, deve estar em estágio para se candidatar ao RSI!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Os Tais 5 Segundos....

Se há coisa para a qual não tenho paciência é para ir ao supermercado!

Sempre que posso, delego tal tarefa no Sr. Marido, o qual, não só a acata com satisfação como ainda leva o “Pequeno Príncipe” com ele, permitindo-me assim uma horita de inteiro relaxe, durante a qual, invariavelmente, me divirto a “fazer” máquinas de lavar, a estender e a recolher roupa, e tantos outros mimos que a vida doméstica proporciona… é a loucura!!!!

Se o rapaz fosse daqueles que aprecia o passeio domingueiro, em “fatreine”, pelos corredores dos “hipers”, estaríamos mal, pois que se há coisinha que abomino é esse tipo de programinha familiar deprimente!

Não obstante, por uma razão ou por outra, há alturas em que as compras não se fazem em momento próprio, e acabam por me calhar a mim.

Foi o caso desta semana!

Cheguei ao supermercado com a listinha das faltas, e o cansaço que aquele lugar me impele, agarrei num daqueles carrinhos do demónio, cuja dificuldade de condução é a mesma que tentar arrastar um boi em paragem cardio-respiratória, e segui.

Como não tenho paciência (também) para grandes malabarismos, nem estou em condições de fazer grandes esforços, opto por deixar o carrinho no corredor central, enquanto vou buscar as compras nas prateleiras das proximidades.

Com o carro já meio abastecido, e porque precisava de coisas mais pesadas, lá levei a “furgonete” comigo.

Enquanto olhava atentamente para os produtos, esmiuçando a variedade da oferta e promoções aplicáveis, apercebo-me que alguém se aproxima de mim.

Ignoro e continuo atenta ao conteúdo das prateleiras.

O vulto, aproxima-se mais e, como que a medo, diz:

- Olhe, desculpe, mas esse carro é meu!

- Ãh?!! O quê?!!! Seu?!!! – Enquanto olho para o interior do carrinho e, petrificada, constato que aquelas não são as minhas compras! Não estão lá os meus dois baldes de pipocas, nem as tabletes Milka de tamanho XL! Não pode ser!

Um pessoa normal o que é que faria?!!!! Certamente pediria desculpa e entregava, de imediato, o carrinho à dona!

Mas Pitanga, que é Pitanga, o que fez? Agarrou o carro da mulher e disse:
- Então e o meu, onde está?!!! (como se a pobre da rapariga tivesse alguma obrigação de saber!)

Só depois caí em mim e pedi muitas desculpas, abandonando de fininho aquele maldito corredor, para nunca mais voltar, tendo encontrado o meu carrinho de compras, à deriva, no mesmo sítio onde o tinha deixado!

Depois disto, tive aquela linda conversa no estacionamento, com o rapaz deficiente….!


Percebem porque é que eu prefiro estender roupa?!!!




terça-feira, 18 de março de 2014

Pitanga Aprende!

Não tenho por hábito evangelizar o mundo, armar-me em sabichona ou mãezinha dos incumpridores. Indigno-me, contudo, com alguma facilidade, nomeadamente quando as pessoas têm atitudes de pouco civismo, especialmente no trânsito, ou quando põem em causa direitos dos mais desprotegidos. Quando as duas se misturam, Pitanga torna-se meio azeda, vá!

Ontem foi dia!

Entendo que a minha barriga de sete meses (com ar de 9) já me confere o direito de estacionar o carro à porta, nos lugares destinados a grávidas, pessoas acompanhadas de crianças de colo e deficientes.

Enquanto coloco as compras na bagageira, reparo que uma carrinha de mercadorias estaciona no lugar ao lado do meu, também ele reservado para os mesmos clientes.

Assumindo que naquela carrinha de dois lugares não se transportam crianças de colo, esperei para ver o condutor, afinal sempre podia ser uma “colega parideira” ou alguém que padecesse das maleitas que afectam o normal caminhar….  

Para grande espanto meu (ou nem tanto), sai de lá, muito alegremente e em passo rápido, um indivíduo jovem e com ar vigoroso.

Claro está que a desbocada de serviço não se conteve!
- Olhe, imagino que o Sr. não tenha reparado, mas esse lugar é reservado a deficientes e grávidas…

O homem olhou-me com ar indignado, e rosnou: - Oh, francamente! Isto realmente, a raça humana é o pior que aí anda!

Perante tão inesperado comentário, limitei-me a dizer-lhe que, de facto, nesse ponto, estávamos de acordo!

O homem seguiu, em passo apressado, à vidinha dele (deixando o carro onde estava) e eu fiquei, em autocomiseração, a sentir-me muito estúpida! É que isto das hormonas da gravidez deixa-me mesmo com o cérebro toldado, pois que, olhando para a sinalética não assimilei, de imediato, que o lugar também se destina a deficientes mentais e aquele, obviamente, era doente encartado!

(Vou sugerir aos senhores do Continente que acrescentem um destes, sempre evita que gente estúpida, como eu, ande por aí a aborrecer quem tem legitimidade de uso!)


quinta-feira, 13 de março de 2014

A Mim Custa-me!

Há quem diga que dizer NÃO aos Filhos nem sempre dói. Não dói porque se diz “Não” para os proteger, porque dizer “Sim” implica um mal maior. Porque vê-los na eminência de cometerem erros que os prejudicarão no futuro e ter a possibilidade de evitar esse cenário com um simples “Não”, retira desde logo qualquer sofrimento, dificuldade ou angústia em contrariá-los.

Para mim não, um “Não” dói sempre, dói-me sempre e muito! Mesmo que o motivo seja dos mais justificáveis!

Ontem à noite o meu Filho pediu-me para dormir comigo “Só um bocadinho, Mãe!” (acompanhado daquela expressão doce e subserviente que, aos dois anos e meio, tão bem sabe usar).

Disse-lhe que não! Que cada um dorme na sua cama e que o quarto dele é mesmo ao lado do meu!

Ele insistiu! Eu tive vontade de ceder. Não cedi, mas retorqui: “Só se fizeres cocó no bacio!” (guerra que vimos travando nos últimos meses).

Ele imediatamente disse que sim. Prontamente tirámos a fralda e ele sentou-se. Ao fim de poucos segundos disse que já estava. Fui ver, não estava. Fez só xixi!

- AP, assim não podes dormir com a Mãe, não foi isto que combinámos. Se não fazes cocó não dormes na minha cama.

Ele imediatamente se sentou, e esperou. E eu esperei. E rezei que ele fizesse, não só porque é importante que comece a fazer, mas porque não queria dizer-lhe “Não”. Ele não fez. Eu não cedi e ele foi para a cama dele. E chorou, e eu chorei por dentro!

Quando me entrou no quarto com a cara lavada em lágrimas ofereci-me para me deitar na cama dele um bocadinho. Ele aceitou.

Entre soluços disse: “ O A. “cholou” muito… por causa da Mãe.”

Enquanto lhe explicava porque não o deixei dormir comigo, que não gostava de o ver chorar, ele acalmava, mas o meu coração continuava desfeito. Regressei então à minha cama. Ele dormiu.

Durante o sono, sonhei que me tinha afastado dele. Que o tinha entregue a alguém. Que tinha abdicado de o ter comigo. Depois chorei, chorei muito e tanto. Quando acordei, chorei mais ainda!

Às seis horas ele veio ter comigo. Meti-o na minha cama e dei-lhe a mão. Dormimos os dois. Àquela hora já não havia posição a marcar, já não tinha que lhe dizer “Não”.


Ainda bem, a mim custa-me, sempre, e muito!

Diz que Ignorar pode ser a Solução.... Espero que Sim!

Não sou de dizer palavrões, pelo menos, não dos mais feios!

Contudo, em ambiente descontraído, no trânsito ou em alguma situação de maior tensão, às vezes, sai-me uma palavra menos “delicada” que, embora não seja um verdadeiro palavrão, não abona a favor da elegância que se espera na boca de uma senhora (shame on me)!

Ontem, após ir buscar o AP ao infantário, a caminho de casa, parei num stop. Enquanto olhava para um lado, avancei alguns centímetros e, por pouco, não bati na carrinha que vinha do lado contrário. Pus pé ao travão no momento exacto e, inadvertidamente, ainda com o coração aos saltos, soltei um tímido “fooosga-se” (e não qualquer sucedâneo mais gravoso).

Do banco de trás, ouço um “fooosga-se” muitíssimo bem dito, com todas as letras e entoação, o qual foi repetido várias vezes, sem quaisquer constrangimentos…. à excepção do meu, que me deixou de tal forma petrificada e perfeitamente incapaz de proferir uma única palavra, ainda que de repreensão….


Fico-me pela vergonha do mau exemplo e pela esperança que a minha atitude pouco educativa não tenha feito estragos de maior! 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Serviço Público!

Toda a gente fala mal das forças de autoridade, do pouco serviço que apresentam, da caça desenfreada à multa (coima, em rigor), da perda de tempo a montar radares atrás de moitas em detrimento da caça aos ladrões, da pura atitude punitiva e nada preventiva que desenvolvem, da falta de iniciativa para defender aquilo que realmente interessa, da soberba e falta de humildade com que tratam o cidadão comum, do abuso de poder, da corrupção, da falta de sentido de amor pelo próximo, da falta de rigor e de exemplo!

Tudo comportamentos reprováveis, merecedores de crítica, é certo!

Mas eu cá acho que nem tudo é mau, que quando a coisa é bem feita, há que dar a mão à palmatória, bater no peito e assumir: Sim senhor, o homem deu cartas, está de parabéns!

Quanto a mim, e se me permitem este humilde opinanço, lanço aqui o mote para a criação do grupo de defesa dos direitos do Cabo de Oliveira de Azeméis! Então o pobre homem, no uso do seu tempo livre, e envergando a fatiota que o mesmo custeou, resolveu encher de alegria aquelas senhoras , e agora é achincalhado na praça pública e suspenso de funções, por tão generoso acto de solidariedade?

Sim, solidariedade, então despir-se (literalmente e também) de preconceitos, em benefício da felicidade alheia, dando àquelas pobres senhoras um momento de puro êxtase, não é coisa altruísta e de louvar?

Não é de gente bem disposta e de bem com a vida, neste Portugal cinzento e azedo, consumido pelo descrédito e falta de esperança, que o País precisa? Então e a autoridade não tem também o dever de fazer a população (ou parte dela) mais feliz?!!!

Serviço público meus amigos é o que é! O homem devia ser condecorado!!!!


O Vestido da Minha Amiga!

Já aqui vos referi o quanto a-d-o-r-o vestidos de noiva. Sejam brancos, perola, marfim ou uma outra qualquer cor mais arrojada, eu cá gosto! Gosto, gosto! Sempre gostei!

Quando decidi casar, ao contrário do que inicialmente pensei, comprei o primeiro vestido que experimentei (não sem antes provar tudo o resto que havia na loja!!!), mas a verdade é que foi aquele que me apaixonou e quando o vesti pela segunda vez, não tive dúvidas!

Lamentavelmente, o facto de me ter perdido de amores por aquele vestido, já não me permitiu fazer um tour pelas lojas da especialidade, coisa que me teria dado um gozo tremendo….

Recentemente, uma Amiga muito especial convidou-me para Madrinha de casamento (juntamente com outra amiga).

Esta semana tirámos um dia para escolher o vestido e foi óptimo! Foi desde a manhã até à noite, sempre a vestir e a despir, e a escolher e a sonhar! Fiz agora o tour que me faltava, embora na 3.ª pessoa, mas valeu muito a pena!


Muito obrigada minha F. pelo privilégio, pela boa disposição, pela amizade de sempre!