segunda-feira, 5 de maio de 2014

Uma Ardósia Pitanga! É Isso que Tu Precisas!!!

Acho uma certa piada a esta coisa das novas tecnologias, às facilidades que conferem, e até ao próprio aspecto, cada vez mais fashionista!

Vai daí, e porque uma pessoa não pode perder a onda, sob pena de marcar passo numa qualquer caverna da idade da pedra, lá me vou deixando levar pelas influências do gadget boy lá de casa, o qual está sempre actualizadíssimo em tudo o que é novidade informática e sempre pronto a iniciar estudo de mercado exaustivo para aquisição de qualquer aparelhómetro que, invariavelmente, custe uma pequena fortuna.

Eu cá, apesar de não perceber patavina do assunto, lá me vou esforçando por aprender o básico.

Há uns anos, o Sr. marido ofereceu-me um iPod. Giro, giro, giro, cor de rosinha e com uma dedicatória na traseira, acompanhado de umas colunas todas modernaças. Gostei tanto, que fiz logo dele um lindo bibelot para adornar o gabinete.

Depois comprei um iPad, giro que dói também, com uma capinha vermelhusca… muito fashion, mesmo! É óptimo para ir ao facebook e à net em geral… desconfio que também dá para mais alguma coisa…

Quando fiz 36 anos recebi de presente um iPhone…. Fiquei mesmo feliz, deixei de ser a outsider do grupo! Agora já posso enviar iMassages e cenas muito à frente, que fazem de mim uma mulher informada e de horizontes largos.

Um dia destes, depois do jantar, peguei no iPad e meti conversa com uma amiga através do chat do facebook. Mal as mensagens dela apareciam no ecrã, ouvia-se um irritante “Plim”. Sendo certo que a conversa era animada, aquilo era um suceder de “plins” que já não se podia.

Sr. Marido, visivelmente incomodado, começou por olhar em tom de desaprovação, depois começou a soprar… E eu achei que, se calhar, era melhor tirar o som daquela treta.

Desloquei o botãozinho do som e… “plim”. Que raio?!!! Mas eu já desliguei isto!, Pensei!
Comecei então por mexer em tudo o que era definição de som daquela coisa… mas os malvados “plins” sucediam-se e eu quase doida, busco socorro no Marido.
- Oh Doce, não sei o que se passa, esta porcaria não desliga o som!
- Já tentaste o botão?
- Claro que sim, afinal não sou assim tão estúpida! (achava eu).
- E já tentaste nas definições do Facebook?
- Já!
Plim, plim, plim…
- Estou farta disto! Estas porcarias custam os olhos da cara e depois nem para tirar o som servem! (Nesta fase, já em claro descontrolo).
- Então desliga e volta a ligar, pode ser um bloqueio qualquer (diz o marido).

Acabo de desligar aquela treta e antes que tivesse tempo de religar…. “PLIM”!

Sorriso muitíssimo estúpido na cara (tão estúpido quanto possam imaginar) e a seguinte constatação: - Ah… afinal é o iPhone….!


terça-feira, 29 de abril de 2014

"Quem não tem vizinho certo, dorme com um olho fechado e outro aberto"

Assim diz o povo e, de facto, assim é!

Quando decidimos comprar casa não conhecíamos nenhum dos habitantes da urbanização. A casa era boa, o preço era dentro do nosso orçamento, a zona era calma e perto do trabalho… tudo parecia encaixar dentro daquilo que tínhamos projectado

Mudámo-nos e rapidamente chegámos à conclusão que havia uma outra grande mais-valia: A vizinhança!

Na minha urbanização, as crianças brincam na rua, os animais passeiam livremente, as pessoas são disponíveis e bem-intencionadas. Se o sal, a cebola ou os ovos se acabam na nossa despensa, há sempre quem tenha para ceder, a troco de um sorriso e meio minuto de converseta.

No Verão, o pessoal reúne-se na rua, canta os parabéns a quem faz anos, sendo que estes, disponibilizam o bolinho e os copos à porta de casa!

Não se perde uma oportunidade de conviver, de fazer coisas, de organizar passeios. É certo que existem sempre os elementos dinamizadores que fazem toda a diferença, aqueles que têm as ideias, que tomam as iniciativas, que se dão ao trabalho e põem a mão na massa, mas o certo é que o resto do grupo, responde, comparece, junta-se, e convive-se como uma família.

Ele é passeios pelo campo com piquenique, ele é idas à praia, ele é sardinhadas, ele é magusto, ele é caracolada…. Sim, sim, sim… fazemos isso tudo!

Exclamam vocês: Mas vocês devem ter casa enormes, para receber toda uma vizinhança!!!

Não, pasmem-se amigos, isto tudo é na rua, em plena via pública. Monta-se o estandarte, acende-se o lume, compram-se as sardinhas, as febras e os caracóis, cada um leva o que tem e pode, e come-se até cair! E é tão bom!

É fino? É requintado? Não! Os pratos, os copos e os talheres são de plástico, os guardanapos de  papel, mas a companhia, essa, é de primeira categoria!

Se os meus vizinhos são santos? Não, cada um de nós tem o seu feitio, as suas taras e as suas implicâncias, mas que fazemos um grupo bem simpático, isso fazemos!  E não há “ovelhas negras”? Também há, mas estão tão recolhidas na sua insignificância, que nem nos lembramos delas!


Só para que tenham uma ideia, aqui fica a documentação da última caracolada. Embora, desta vez, muitos dos bons tenham estado fora, a festa foi rija como sempre!


segunda-feira, 28 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Silêncio qb

Desde que o meu Filho nasceu, há cerca de dois anos e meio, raras foram as vezes que me afastei dele. Deixei-o com os Avós meia dúzia de dias, para uma ou outra escapadela com o marido ou para algum compromisso fora de portas. 

Desta vez, pela primeira vez, foi ele de férias. O Pai está fora também. Fiquei eu, em casa, nas minhas rotinas.

Este silêncio soa a estranho. Não nego, contudo, o prazer de alguma calmaria, do descanso que a ausência de obrigações me impele. 

Amanhã a casa renasce, volta a vida, voltam os meus homens. E ainda bem!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ai a Páscoa!!!

Como foi a tua Páscoa Pitanga? Perguntam vocês.

Uma merda! Respondo eu!

Oh Pitanga, que mal agradecida que és, tens saúde, para ti e para os teus, um filho lindo e outro quase a chegar, um marido giro que dói, trabalho e bons amigos, o que queres mais?

Queria que não se nos tivesse inundado a casa na madrugada do Domingo de Páscoa, que não nos tivesse destruído o chão todo do R/c, os móveis e parte do material informático. Queria não ter sentido o desespero de ser acordada às 3H30 da manhã e chegar ao último degrau das escadas e chorar copiosamente enquanto constatava que todo o meu soalho flutuante do R/c estava imerso em água, sem falar nos tapetes, nos pés dos móveis, nas portas empenadas e tudo o mais que estava no chão… Gostava de não ter ouvido o meu marido anunciar que a cave e a garagem também não se tinham safado….


Sim, sou agradecida pelo que tenho, especialmente pela Família fantástica que temos, pelos Pais, pelos Sogros, que estão sempre lá, dispostos a participar, a resolver e a minimizar os estragos, a apoiar e a dar força. Se não fossem eles, a Páscoa teria sido uma tragédia, assim, foi só uma merda!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Melhor do Meu Dia - Parte 4

Aguardava a minha vez na peixaria do hipermercado enquanto o AP tagarelava alegremente, prendendo a atenção de quem, como eu, esperava.

- Mãe, dá-me um abraço!
- Oh filho, claro que sim! (Enquanto o abraço, lanço um olhar discreto aos presentes e regozijo-me com o ar enternecido).

- Mãe, gosto de ti! (Não consigo evitar o ar inchado e esboço um sorriso presunçoso).

- Mãe, eu não te bato! (Fixo o chão como se estivesse coberto de notas de €500,00 e procuro desesperadamente um buraco para me enfiar).

Ainda assim, o melhor do meu dia!