sábado, 1 de novembro de 2014

AP, O Dramático!

Ao deitar:
- Amor, está na hora, vamos dormir.
- Oh, Mãe, mas doí-me a minha perna.
- Onde Filho?
- Aqui Mãe, faz-me uma massagem.

Depois da massagem:
- Pronto Filho, já está. Agora vamos dormir.
- Está bem Mamã, eu durmo com as minhas dores!


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sabem Aquela Cena de Um Tambor numa Festa?!...

Todos os dias, invariavelmente, o AP leva umas palmadas antes de sair de casa, é que não há possibilidade de ser de outra forma.

Obviamente que me dispenso de aqui referir o quanto amo os meus Filhos, como são a luz dos meus olhos, o ar que respiro, bla, bla, bla, pardais ao ninho, mas a verdade é que não obstante, a educação e o respeitinho, coisas em desuso mas muito apreciadas cá por casa, não se auto-instalam nem ficam na disponibilidade destes meninos (pelo menos com este pais) receber ou não.

Vai daí, todos os dias explico ao meu Filho mais velho o quanto é importante obedecer aos Pais, o quanto o amamos e o quanto nos custa repreende-lo, castigá-lo e, em último caso, dar-lhe um tabefe.

Hoje não foi diferente. Depois de tanto palavreado, o rapaz pareceu sossegar, foi para o quarto dele e lá permaneceu enquanto acabei de me despachar. Fiquei feliz, a sério, mesmo bem disposta, pensando "ah, o meu filho está a ficar um rapazinho, começa a interiorizar os nossos bons conselhos e a fazer menos disparates". Olhem fiquei tão contente que até lá fui dar-lhe um beijinho, e depois encontrei isto:





(Ai ficaste com o rabinho numa chaga, pois, mas não há pó de talco, parece que se acabou...)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Parabéns Avô!

Conta quem sabe que começou a servir aos 4 anos e a fumar aos 6.
Oriundo de uma família numerosa e monoparental, ditaram as necessidades de sobrevivência que fizesse pela vida quando ela ainda mal tinha começado.
Cuidava de uma burra, à ordem de um senhor de posses. À noite jantava na mesa dos patrões e era disputado pelas 3 Filhas, adolescentes carinhosas que disputavam aquele pedacinho de gente para dividir a cama.
Fez-se um homem cedo, casou e teve Filhos, teve netos, teve bisnetos, lamentavelmente não os conheceu a todos.
Adorava dias de festa, casa cheia, mesa farta, família reunida.
Soube ser verdadeiramente feliz sem nunca se queixar, sem dar parte fraca.
Soube amar e foi amado.
Partiu cedo, deixou saudades.
Faria hoje 79 anos!


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Que é Burra a Gaja!

Cheguei a casa com o F. aos berros! Às sete horas da tarde o rapaz não faz por menos, tem fome, quer comer e não concede. Parei o carro à porta, em vez de o colocar na garagem como habitualmente.

Tirei os miúdos do carro e deixei o AP ir brincar com o Amigo A., sob a supervisão do pai deste.

Dediquei-me então ao F. Dei-lhe de comer, banho e cama! "Benzodeus" que o rapaz dorme assim que o deito!

O AP regressa da brincadeira. Dou-lhe banho e jantar, ao mesmo tempo que engulo alguma coisa também.

Enquanto ele termina a refeição, lavo e esterilizo os biberões, ponho a louça suja na máquina, recolho a roupa do estendal, apanho a trampa que o cão resolve fazer fora do sítio e dou-lhe comida e água.

Quando o AP acaba de janta, preparo-me para subir, vamos finalmente deitar-nos. São 22h00, o F. dorme há 2.

Olho pela janela da cozinha e vejo o carro na rua, mal estacionado. Merda, ainda falta pôr o carro na garagem.

Digo ao AP que vamos pôr o carro na garagem. Ele alegra-se de imediato e vibra com a ideia de conduzir ao meu colo. Digo-lhe que não, que o polícia não deixa....

Abro a porta da rua, ele e eu de pijama, a chave do carro na mão, reparo num carreiro de formigas que se estende na pedra da entrada, em direcção à porta. Bichos do diabo que não servem para nada, não tarda nada e estão dentro de casa.

Fecho a porta... Pânico! Deixei a chave dentro de casa... e o bebé!

Corro para casa da vizinha, peço-lhe o telefone. Ligo à minha Mãe, preciso da segunda chave. O meu Pai levanta-se da cama e vem abrir-me a porta.

O meu Filho mais novo dorme tranquilamente. Encho-o de beijos sem que dê conta. Deito o mais velho e encho-o de beijos também.

Finalmente deito-me e pergunto-me: Quão estupida mais se pode ser?!