- Estou, boa tarde! Já tenho o acordo pronto. Podemos marcar uma hora para cá vir ao escritório?
- Sim, claro, a que horas?
- Amanhã, às 12H00, está bem?
- Sim, está... mas sabe, esta minha cabeça não anda bem... Ligue-me amanhã, por volta das 9H00.
Respirei fundo e já antevendo o improvável, faço a pergunta:
- Desculpe, mas ligar-lhe às 9H00, para quê?
- Ah.. é que eu ando meio esquecida, posso não me lembrar...
- ENTÃO APONTE!!!!
Se calhar fui um bocadinho bruta!....Sim, é possível!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
O Cão do Joãozinho....!
Há dias assim, nem bem nem mal.
Não era um daqueles dias de gritar de euforia, mas a coisa
também não estava mal de todo.
Entre os afazeres do costume, calhou-me uma ida ao banco.
Tirei a minha senha e aguardei. Tinha apenas duas pessoas à
minha frente.
O cliente ao balcão finalizou a sua operação e dirigia-se
para a saída quando me reconheceu:
- Olá, como está, há tanto
tempo que não a via!
- Ah, olá, como vai o
Senhor?!!! (sorriso rasgado, como sempre… um dia hei-de aprender a ser
carrancuda!)
- Deixe-me olhar bem
para si, para ver como está! (olhar fixo)
- Está tudo bem, tudo na
mesma! (queria eu!).
- Não, não, não… já
vejo aí umas ruguinhas……!
Neste momento o meu coração parou, a minha cabeça girou
inadvertidamente para ver se alguém ouvia aquela barbaridade! Mas alguém, no seu
perfeito juízo, diz uma coisa destas?!!!!
Tentando disfarçar o azedume que me ia no estômago, olho a
criatura de lado e tento despedir-me, com algo do género:
- Pois, é assim! Prazer
em vê-lo! (há mentiras que se justificam!)
Mas o indivíduo não desarmou, e voltou à carga!
- Sabe, você faz-me
lembrar a Mariazinha, a minha ex-mulher, quando lhe começaram a aparecer as
rugas. O nosso Filho tinha um cão muito enrugadinho e eu dizia-lhe que ela parecia
o cão do Joãozinho….
Aqui morri, finei-me de vez e pensei: Puta que pariu, que se
o homem não se cala já, perco a compostura e solto a vadia que há em mim!
Aguentei-me, pensei nos meus Filhos e no exemplo que uma
lady deve dar, mesmo em situações de clara e repetida violência.
O homem foi-se embora, na graça do Senhor e eu… bem, eu…
fiquei a digerir aquela cena dantesca.
Nem consigo perceber porque razão a Mariazinha se pôs ao
fresco!!!
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Aos Anjos!
Quando o meu primeiro Filho nasceu, a minha Mãe disse-me
uma coisa que nunca hei-de esquecer: “A partir de agora vais olhar todas as
crianças do mundo com outros olhos.”
De todas as coisas que me disse até hoje, essa é,
seguramente, das mais acertadas.
Nunca fui muito maternal, nunca tive especial
aptidão para lidar com crianças e muito pouco me derretia com as suas
traquinices.
Enquanto miúda nunca quis ser pediatra ou educadora
de infância ou outra profissão qualquer que lidasse com miúdos.
Nunca lhes tive aversão, evidentemente, mas
confesso que nalguma fase da minha vida questionei mesmo se um dia viria a desejar
ter filhos.
Desejei, tive, (e teria mais se a vida, a todos os
níveis, me permitisse), apaixonei-me pelos meus Filhos e, tal como a minha Mãe
sabiamente previu, apaixonei-me também, de alguma forma, pelos Filhos dos
outros.
Não vejo muita televisão, não tenho grande tempo
para o fazer, o que me tem custado alguma desactualização. Ainda assim, não o
suficiente para me poupar ao murro no estômago que levei com a notícia do bebé
de Linda-a-Velha.
Ontem abracei o meu Filho mais novo (pela
semelhança de idades) com mais força, dei-lhe mais beijinhos, mais mimo, como
se de alguma forma o calor do meu abraço o protegesse de todo o mal do mundo,
como se de alguma forma o sentimento de protecção que tenho em relação aos meus
Filhos pudesse valer a todas as crianças e, de algum modo, pudesse aconchegar
aquele bebé, onde quer que ele se encontre.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Ainda o Natal
Isto de ter Filhos tolda-nos o juízo. Uma pessoa entorpece o cérebro, perde a noção do ridículo e o pior de tudo é que ainda acha graça!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
A Magia do Natal!
Uma pessoa compra presentes
nessas lojas da moda, onde se poupa algum e onde as moçoilas, sempre simpáticas
e atenciosas, de sorriso fácil, nos informam que não fazem embrulhos.
Além dos presentes baratinhos, uma
pessoa compra o papel de embrulho, as fitas e os sacos.
As moças simpáticas acenam e
desejam as boas festas enquanto se riem interiormente pelo comportamento otário
de quem poupa nos presentes e gasta a diferença nos embrulhos.
Um pessoa finge que não percebe.
Chega a casa e esconde os sacos
para não quebrar a magia do Natal das nossas crianças, as quais ainda acreditam
nessa invenção dos tempos modernos chamado Pai Natal. No meu tempo quem trazia
os presentes era o menino Jesus… o velho barbudo só aparecia para assustar à
hora da sopa… mas enfim.
Dá jeito manter a ilusão de que é
o Pai Natal, ou outra entidade qualquer, que traz os presentes, os quais só
chegam na noite de Natal e apenas para os meninos que se portaram bem durante o
ano… a chantagem infantil é uma arma muito apreciada cá em casa!
Filho perguntador questiona uma
pessoa sobre o conteúdo dos sacos. Empenhada em manter a farsa, uma pessoa responde:
são coisas da Mãe, amor, não é para mexeres.
Filho espertalhão e olhos vivaços
responde: Estás a enganar-me, o Pai disse que são presentes que tu vais
embrulhar para por debaixo da árvore!
Obrigada Marido!!!
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